O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou o inquérito criminal que investiga supostas irregularidades na gestão de Duílio Monteiro Alves à frente do Corinthians, entre 2021 e 2023. Segundo despacho do promotor Cássio Roberto Conserino, foram identificados R$ 1,27 milhão em adiantamentos liberados sem documentação comprobatória, o que abriu uma nova frente de apuração.
Entre os investigados estão o ex-diretor financeiro Wesley Melo e o gerente Roberto Gavioli, que teriam autorizado os pagamentos. A promotoria também intimou dois empresários suspeitos de fornecer notas frias para justificar despesas. Além disso, foram requisitadas informações sobre cargos e salários de Denílson Grilo, ex-motorista do ex-presidente, que aparece como beneficiário em parte dos valores.
Os interrogatórios estão previstos para março de 2026, e a investigação pode resultar em responsabilização criminal por práticas como apropriação indevida e estelionato. O caso se soma a outras apurações que já envolvem ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, ampliando o alcance das suspeitas sobre gestões recentes do clube.